Eu a conhecia desde sempre. Éramos melhores amigos e eu sentia como se fosse meu dever protegê-la, já que ela era meio desregulada.
Estava andando pela avenida principal do meu bairro quando a vi. Ela estava sentada na calçada e ria de um gari que limpava a calçada do outro lado da rua. Fui até ela e suspirei.
- Você está bêbada de novo, não está? – perguntei e ela me encarou, seu rosto vermelho e seu cabelo totalmente bagunçado. – Vem, vamos para casa – eu disse e a coloquei de pé. Comecei a andar e a puxar pela mão, forçando-a gentilmente a me acompanhar.
- Me solta! Me deixe viver minha vida! – ela disse quase gritando e me fuzilando com o olhar. Logo depois, explodiu em uma gargalhada estrondosa e tão intensa que lágrimas escorriam por seu rosto. – Aonde estamos indo?
- Para sua casa – eu disse simplesmente e continuei a andar.
Depois de alguns minutos, chegamos. A deixei sentada no sofá e fiz um café forte. Se os pais dela descobrissem que ela estava bêbada de novo, iriam mandá-la para um colégio militar no Texas.
O tempo ia passando e sua ressaca também. Aos poucos ela começou a pensar mais racionalmente e dizia coisas mais coerentes.
- Porque você continua me ajudando? Quero dizer, eu sempre faço tudo errado e você está lá para mim – perguntou ela de repente.
- Ah, você sabe que eu te considero uma irmã desregulada – eu disse e ela me abraçou.
- Obrigada.
- Você está fedendo a cigarro – eu disse acusadoramente e ela riu. – É sério.
- Certo, eu confesso. Eu fumei um baseado – ela disse dando de ombros.
- Você não tem jeito mesmo – eu disse e ela revirou os olhos, o que me fez rir.
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Que sacana! kkk "forçando-a gentilmente", "te considero uma irmã desregulada". Muito massa!
ResponderExcluirVocê escreve cada vez melhor.
Max, valeeeeeu *-* Não sei se você sabe, mas eu adoro seus comentários xDDD
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