Eram duas horas da manhã e eu ainda estava acordada, vendo televisão e esperando o sono chegar. Meus pais, no quarto ao lado, já dormiam profundamente há horas.
Algumas horas antes eu havia mandado meu irmãozinho ir dormir e ele foi, emburrado.
De repente, meu celular começou a tocar. O visor mostrava a palavra “desconhecido” ao invés de algum número. Achei estranho, mas atendi.
- Venha ao parque ao lado de sua casa em dois minutos ou seu irmãozinho sofrerá as consequências – disse uma voz masculina em tom ameaçador.
Peguei meu casaco e saí porta a fora. Em menos de um minuto eu já estava no tal parque. Lá estava vazio e silencioso, mas de um modo tranquilo, não aterrorizante.
As luzes dos postes do outro lado da rua iluminavam uma parte do parque, e a outra era tomada pela neblina. Sentei em um banco e esperei por alguém ou outras instruções, qualquer coisa. Mas nada apareceu.
Eu já estava naquele banco há mais de meia hora quando ouvi um farfalhar suspeito nas árvores atrás de mim. Me virei mas não encontrei nada.
Quando olhei para frente novamente, avistei um vulto encapuzado parado do outro lado da rua, apenas me observando. Ouvi o barulho nas árvores de novo e involuntariamente olhei na direção do ruído. Nos instantes seguintes o vulto apareceu ameaçadoramente na minha frente.
Meu coração disparou e eu estava preparada para soltar um grito apavorado, mas uma mão mais branca do que qualquer uma que eu já vi se estendeu e tapou minha boca.
Entrei em total pânico e tentei de todo jeito me soltar daquelas mãos saindo da escuridão que era o conjunto de sua túnica preta com a falta de luz do parque.
O homem tirou uma faca brilhante e prateada de dentro do manto que o cobria e a apontou em minha direção.
Ele começou a me cortar, amputanto dedo por dedo. Quando acabou de me desmembrar, foi embora e me deixou lá, sem braços ou pernas, criando poças com meu sangue.
Esperei pela morte enquanto sangrava abandonada no chão daquele parque. A dor já nem me incomodava mais, a agonia havia tomado totalmente seu lugar. A última coisa que vi foi o Sol nascendo e iluminando aos poucos o lugar tomado pela neblina e as poçãs com meu sangue abaixo de mim.
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Sinistro! É quase uma memória póstuma.
ResponderExcluirHahahahaha, escrevi isso na escola, num surto de criatividade. Já te falei da minha professora de redação, Max? A Liah, ela é TOTALMENTE pirada, coitada xD
ResponderExcluirFalou ainda não. Ela deve ter visto esse blog, então, né? Se não, devia ver!
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